quarta-feira, 18 de abril de 2007

A

A APRESENTAÇÃO
Uma parte significativa da “região dos mananciais sul” do município de São Paulo está no âmbito administrativo da Subprefeitura de Parelheiros e da Unidades de Conservação APA Bororé Colônia na Subprefeitura da Capela do Socorro. É necessário aprofundar o debate sobre a importância ou a necessidade de viver em uma região de mananciais em uma cidade como São Paulo de quase 12 milhões de habitantes e de uma área metropolitana de 18 milhões. Devemos rever as informações e as posições sobre os temas estratégicos para região sem o comodismo ou o imediatismo oportunista.

Propor para as regiões dos mananciais um “modelo de desenvolvimento nos padrões clássico” da metrópole, ou seja, "bairro dormitório", é condenar uma região com potencial de desenvolver uma economia sustentável no patrimônio ambiental. Em 2005, no contexto da gestão José Serra – Gilberto Kassab, o governo local de Parelheiros foi compartilhada, dentro de parâmetros técnicos e políticos com o Partido Verde, integrada também com representantes da base aliada do governo municipal nos cargos de responsabilidade de gestão. Além das ações cotidianas de manutenção da cidade, a gestão local desenvolveu ações fora “padrão tradicional de gestão de Subprefeituras” que é focar básicamente na manutenção. Embora implicasse uma agenda dupla, apontou resgatar o papel da região no contexto da metrópole, colocando-a na agenda administrativa da cidade, mobilizando a participação ativa de representantes da população local para construir um projeto regional integrado. Esta linha de gestão implicou atuar nas debilidades e explorar as fortalezas do patrimônio local, resgatar e reconstruir uma identidade histórica, construir a auto-estima em um esforço de pedagogia da política de forma a criar as bases e subsidiar um projeto regional tendo como horizonte seu patrimônio natural. Claro! Isto vai contra o tradicional clientelismo de satisfazer demanda sem compartilhar responsabilidades reciprocas.

Em Parelheiros de “a” a “z” a comunidade é o personagem central, buscando constantemente a construção de uma visão comum, nivelando informações sobre o que somos? O que temos? O que Queremos? Para onde e como vamos? “PARELHEIROS DE A a Z: GESTÃO SUSTENTÁVEL DOS MANANCIAIS” é, por um lado, um alerta aos paulistanos sobre o perigo que corre os mananciais e por outro, busca oferecer informações e expor uma visão sobre o território e seu valor estratégico dentro da metrópole, de forma a assegurar condições para o futuro da comunidade. Os verbetes ordenados de "a" a "z" podem ser notas, artigos ou registros de situações e propostas. Também orientam sobre procedimentos e responsabilidades, registram idéias, projetos e ações de forma a que todos os membros da comunidade fiquem atentos e participem nos encaminhamentos de soluções. Se propõem como memoria de gestão.

Enfatizando sempre o papel estratégico e a vocação da região na metrópole paulista. Fortalecer a concepção de uma política pública democrática de ruptura com o estilo clientelista e patrimonialista de gestão, criando condições para maior autonomia da sociedade organizada, construindo uma efetiva democracia participativa local, sem demagogia, tecendo uma cultura de compromisso e imprimindo um estilo de aparelho público como instrumento ao serviço da sociedade como um todo. Nessa caminhada temos encontrado dedicação exemplar de funcionários comprometidos com a coletividade, uma equipe de auxiliares comissionados da base aliada, lideranças das comunidades que sem renunciar o imediatismo entenderam a importância estratégica da região. Todos constituem parte imprescindível desse processo, onde todos somos aprendizes. No cotidiano, com o domínio técnico e o compromisso cidadão, paciência da escuta e iniciativas criativas no dia a dia todos sonharemos juntos construindo o futuro. Este texto quer deixar um registro para permitir à comunidade organizada que acompanhe e participe na gestão local com co-responsabilidade

Parelheiros ja esta presente em ampla rede de blogs e sites, visite
http://www.prefeitura.sp.gov.br/
http://parelheirosportaldasaguas.blogspot.com/
http://www.parelheiros.info/

Um comentário:

Luiz Carlos Leoni disse...

Desenvolvimento com políticas ambientais sustentáveis, não são coisas antagônicas. Qualquer pessoa com um mínimo de noções culturais sabe que investimentos em transporte, saneamento básico, urbanismo e infra-estrutura só trazem o progresso por onde passam. Os fatos refletem isto, o atual rodoanel sul não permite ligações periféricas secundária em seu contorno, e que atravessa inúmeros mananciais, e o futuro norte estão levando em conta estas importantíssimas questões. Com todo respeito, acreditar que o único caminho viável é deixarmos do jeito que está, é no mínimo falta de informação.
Dentre as obras do PAC-2, uma que deveria estar incluída e ser priorizada é ligação rodo ferroviária Parelheiros–Itanhaém/Peruibe, uma vez que o porto de Santos ultrapassou seu limite de saturação com filas de navios em de mais de 60 unidades, das quais podem ser avistados da Vila Caiçara em Praia Grande, além de que a Via Anchieta por ser a única via de descida permitida para ônibus e caminhões tem registrados congestionamentos e acidentes graves semanalmente, como este de hoje 22/02/2013 em que uma trompa d’agua na baixada paulista deixou o sistema Anchieta / Imigrantes em colapso, e o transito só foi restabelecido na madrugada do dia 24 seguinte, e em épocas de escoamento de safras também a Dom Domenico Rangoni (Piaçaguera–Guarujá) se torna congestionada diariamente, ao contrário da Manoel da Nóbrega, onde somente se fica com problemas em épocas pontuais na passagem de ano, ao porto de Santos, e os futuros portos de Itanhaém / Peruíbe.
Acredito também, como munícipe, que a estrada mitigaria as condições de abandono que a cidade vive, com ruas sem pavimentação, buracos e mato para todo o lado. Uma ligação da cidade com a região sul da capital traria muitos benefícios, fornecendo mais opções, melhorar a qualidade de vida dos moradores da capital e baixada. Muitas pessoas voltariam a fixar na cidade, inclusive eu. A cidade poderia nos dar mais retorno frente aos impostos que pagamos. Investimentos em Parques Temáticos, Porto, Aeroporto, Ferrovia ligando com a existente, enfim muitos projetos que alavancariam a região como um todo, bem como o desenvolvimento global de toda a região.
Enquanto outras cidades turísticas litorâneas avançam principalmente no norte fluminense, Itanhaem, Mongaguá e Peruíbe se voltam ás primitivas cidades sazonais caiçaras sem interesse em desenvolvimento e com metas e avanços financeiros presentes apenas nas mãos de alguns.
Já passou á hora de ver nossa geração e de nossos filhos se enraizarem na região com bons empregos e educação ao invés de tentar uma melhor condição social em São Paulo, pois Santos também está saturada.
Com relação Parelheiros, esta região rural situada ao sul do município de São Paulo, a região que possui uma carência de saneamento básico, ajudaria enormemente uma fiscalização e urbanização e preservação dos seus mananciais.
Sinto que o potencial destas cidades não são aproveitados, com foco noutros que beneficiam uma minoria. Não vejo senão, o apoio irresponsável e egoísta aos interesses escusos.